Gratitude

De quem é a liderança que o seu T&D está desenvolvendo?

Recentemente, a palestra de Indira Bimonti “Whose Leadership Are You Coaching?” me trouxe uma reflexão essencial para profissionais de T&D. Estamos expandindo o potencial das pessoas ou apenas moldando comportamentos para não perturbar o sistema? Muitas vezes, o desenvolvimento de liderança funciona como um simples enquadramento cultural. O foco acaba sendo tornar o líder “fluente” em normas que limitam sua capacidade de inovar.

Competências não florescem no vácuo

Para uma estratégia de T&D ser eficaz, precisamos alinhar as habilidades ao contexto real da empresa. O desenvolvimento falha quando a cultura organizacional atua como um desmotivador invisível. Antes de diagnosticar um “gap de competência”, analise o que os padrões atuais realmente premiam. Frequentemente, o que parece ser uma falha técnica é apenas uma resposta de sobrevivência a uma cultura que prioriza o controle em vez da autonomia.

O custo do líder “adaptado”

Essa dinâmica cria o líder “adaptado”. Ele silencia sua autenticidade para ser aceito pelo sistema, o que esvazia o engajamento e a inovação. Nesse ponto, o Coaching ganha uma nova camada de assertividade. Ele deixa de ser um treinamento individual e se torna uma intervenção consciente. Um processo de coaching eficaz ajuda o líder a identificar onde o sistema causa “dor” e quais padrões de medo ele replica inconscientemente.

A assertividade na prática

A verdadeira evolução ocorre quando o Coach apoia o líder na transição do modo de sobrevivência para o modo de presença. Isso garante que o aprendizado de novas competências transforme também o ecossistema ao redor. O objetivo final é construir uma liderança que não precise diminuir ninguém, nem a si mesma, para se sentir competente.

Precisamos questionar se nossas estruturas sustentam líderes autênticos ou se apenas ensinam as pessoas a sobreviverem a ambientes estáticos. Que tipo de liderança a sua cultura permite que floresça?